MEMORIAL
Jaguaré, São Paulo-SP, 2009
Segue a seguir a estratégia de ocupação e layout do edifício 35 após reforma e ampliação do 3º pavimento, levando em consideração as novas características e qualidades sugeridas pelo projeto de arquitetura, e as necessidades apresentadas pela Roche.
A estratégia de ocupação para a população de 500 pessoas e para 750 pessoas foi a mesma. A diferença entre elas se dá no espaçamento dos postos de trabalho, nas áreas de staff, conforme apresentado no diagrama comparativo.
O pavimento térreo se caracteriza por possuir dois setores bem definidos: um de atendimento ao publico externo e outro com postos de trabalhos de uso restrito da Roche.
A porção frontal relacionada diretamente ao atendimento externo e a entrada principal deste edifício é marcada pela centralidade da recepção e controle de acesso e é constituída por salas de reuniões de diversos tamanhos.
Estas salas estão relacionadas diretamente a uma circulação que se fecha junto aos pátios do edifício, onde se encontra uma generosa área coberta, para encontros informais, descanso e infra-estrutura de serviços, como copas e sanitários, além do auditório principal e seu foyer.
A circulação das salas de reunião foi dimensionada e desenhada, para que possam receber pequenas salas de espera, ou nichos para a montagem de pequenos apoios às atividades que sejam a serem desenvolvidas nestes ambientes.
A porção posterior do edifício abrigará área de trabalho interna a Roche, com dinâmica semelhante aos pavimentos superiores. As salas de gerência e diretoria foram colocadas nas esquinas próximas as escadas existentes, configurando um grande salão central como área de trabalho em Open Plan Office. Foram acrescidos à esta área sanitários de uso exclusivo dos funcionários.
Os pontos de controle de acesso entre os dois setores se dão no fim das circulações da área pública.
Nos pavimentos seguintes, 1º, 2º e 3º, considerados como tipo, possuem uma estratégia um pouco diferente pela necessidade reduzida de salas fechadas.
As esquinas externas do edifício foram ocupadas com equipamentos de uso comum aos departamentos ali instalados. Em diagonal foram configuradas duas copas e duas salas fechadas que poderão ser utilizadas como apoio a área de staff, tal como sala de reunião, de projeções, áreas confidencias e etc.
A zona central do edifício que fica entre os dois pátios e está vinculada a circulação central e ao novo elevador social, por sua localização estratégica, terá sua ocupação diferenciada, como ponto de encontro para reuniões de maior porte, vídeo conferências, pequenos auditórios, etc. Isto é, será formada por salas de múltiplo uso que se adaptarão as necessidades de utilização de cada pavimento.
As salas fechadas para diretores e gerentes foram alocadas voltadas para fachada interna do edifício. Viabilizando um salão continuo para o Open plan office possibilitando desta forma maior flexibilidade de ocupação .
Estas salas, as salas de impressão, os núcleos de arquivos deslizantes e a infra-estrutura existente de sanitários, depósitos de limpeza e shafts, formam um anel construído ao redor dos dois pátios.
Este anel, somado ao ritmo da estrutura existente no edifício, acaba direcionando o posicionamento da circulação interna destes pavimentos criando longos corredores e salões continuos. Tomamos partido dos postos de trabalho informais, tais como o Quiet Booth, Service Zones, Touch Down I, Touch Down II e pequenas recepções, como elementos construídos que possuem qualidades físicas, podendo ora ser opacos e ora ser transparentes, para quebrar a monotonia e o ritmo destes anéis de circulação.
Estes elementos possuem mobilidade em sua locação, podendo ser adequados as dimensões das áreas de staff e às necessidades de cada departamento, pois poderão ser utilizados como elementos de divisa entre estes.
A presidência, em ambas as propostas apresentadas, foi mantida conforme o existente. Caso haja uma demanda de alteração deste programa ele poderá ser facilmente incorporado às propostas.
O modelo de posto de trabalho escolhido para o staff é o de plataformas, que se configuram por grandes mesas que podem agrupar 6 ou 4 pessoas e garantem qualidade e a flexibilidade a ocupação do edifício. As plataformas poderão receber opcionais, como divisórias, gaveteiros volantes, pequenos armários, prateleiras, personalizando o posto ao modo de cada usuário.
A partir destas premissas segue diagrama que resume a estratégia de ocupação e o material gráfico que compõe este documento ilustrará esta proposta e as particularidades resultantes para as propostas para população de 500 e 750 pessoas.
FICHA TÉCNICA
ARQUITETURA
METRÓPOLE ARQUITETOS
Anna Helena Villela
Maria Julia Herklotz
Eduardo Gurian
COLABORADORES
Cecília Torrez
Fernanda Mangini











